Red flags — sinais de gravidade
- Erro que mata: manter a dose plena de insulina (basal cheia + prandial) em paciente que vai entrar em jejum — hipoglicemia na madrugada. Prandial se suspende no NPO; basal em geral se reduz, não se zera.
- Erro que mata: 'corrigir' glicemia noturna com dose cheia de insulina regular às 22h sem plano de monitorização — o pico vem quando todo mundo está dormindo.
- Glicemia >250 mg/dL persistente com náusea, vômito, dor abdominal ou taquipneia — pedir cetonemia/cetonúria e gasometria antes de assumir 'hiperglicemia simples' (ver ps-010).
- Hipoglicemia (<70 mg/dL) em qualquer medida — rever o esquema inteiro no mesmo dia, não só tratar o episódio (ver ps-009).
- Paciente em iSGLT2 com mal-estar e glicemia pouco elevada — cetoacidose euglicêmica existe e engana.
- Insulina prescrita 'conforme HGT' sem basal por vários dias em DM1 — DM1 nunca fica sem insulina basal, mesmo em jejum.
- Queda rápida da necessidade de insulina (desmame de corticoide, melhora de sepse, piora renal) sem reduzir a dose — hipoglicemia iatrogênica anunciada.