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Cuidados paliativos no plantão — dispneia, dor e secreções no fim de vida, comunicação e proporcionalidade

Paciente em fim de vida com falta de ar e ronco de secreção — como alivio o desconforto sem exagerar e como converso com a família?

Red flags — sinais de gravidade

  • Tratar a saturação/número em vez do conforto do paciente — o objetivo no fim de vida é alívio de sintoma, não normalizar exame.
  • Deixar dispneia ou dor sem opioide por medo infundado de 'acelerar a morte': dose titulada ao sintoma é adequada e ética (duplo efeito).
  • Excesso de aspiração de vias aéreas para sororoca — costuma ser desconfortável e pouco eficaz; posicionar e orientar a família.
  • Iniciar/escalar sedação sem indicação clara (sintoma refratário) e sem comunicação — sedação paliativa tem critérios.
  • Não reavaliar após a dose: subtratamento e supertratamento ambos ocorrem se ninguém volta ao leito.
  • Sintoma novo e reversível assumido como 'fim de vida' sem avaliar (ex. globo vesical, fecaloma, dor tratável) — checar causas de conforto simples.

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