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Abordagem inicial da criança grave — triângulo de avaliação pediátrica e ABCDE

Chegou uma criança em estado grave/instável. Por onde eu começo a avaliação e o que não posso deixar de checar nos primeiros segundos?

Red flags — sinais de gravidade

  • Aparência alterada (tônus, interatividade, consolabilidade, olhar, fala/choro) — é o melhor preditor isolado de gravidade em pediatria, mais sensível que sinais vitais isolados
  • Esforço respiratório aumentado (batimento de asa de nariz, retrações, gemência, taquipneia para a idade, estridor/sibilância audível)
  • Cianose central ou palidez/mosqueamento de pele — sinal de má perfusão
  • Bradicardia em criança grave é sinal pré-terminal — quase sempre de origem hipóxica, não primariamente cardíaca
  • Alteração aguda de consciência ou postura anormal (decorticação/descerebração)
  • Erro que mata: usar parâmetros de adulto (FC, FR, PA) sem ajustar para a faixa etária — hipotensão em criança é sinal tardio de choque, não precoce
  • Erro que mata: não estimar peso antes de calcular dose de medicação ou volume de fluido em emergência

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