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Trauma pediátrico e ingestão acidental/intoxicação na criança

Criança chega após trauma ou ingestão acidental. Como estabilizar, quando pensar em intoxicação grave e quais doses não podem faltar no plantão?

Red flags — sinais de gravidade

  • Apneia, hipoventilação, cianose, choque, convulsão ou rebaixamento — tratar antes de completar história
  • TCE com Glasgow <=13, pupila assimétrica, vômitos repetidos, déficit focal ou mecanismo de alta energia
  • Dor abdominal progressiva, distensão, peritonite, hematêmese ou sangramento ativo após trauma
  • QRS alargado, QT longo, arritmia, bradicardia sintomática ou hipotensão em intoxicação
  • Ingestões de alto risco: pilha botão, ímãs múltiplos, cáusticos, hidrocarbonetos, ferro, lítio, salicilato, tricíclico, bloqueador de canal de cálcio, betabloqueador, sulfonilureia, opioide, clonidina, pesticida
  • Paracetamol com dose desconhecida, >150 mg/kg, apresentação após 8h ou alteração de TGO/TGP/INR
  • Mecanismo incompatível com desenvolvimento da criança ou lesões repetidas — pensar em maus-tratos
  • Ingestão intencional em adolescente — avaliar risco de suicídio antes de alta

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