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Convulsão e estado de mal epiléptico

Paciente chegou convulsionando ou em pós-crise. Como conduzir se a crise persiste, e quando pensar em causa secundária tratável?

Red flags — sinais de gravidade

  • Crise convulsiva contínua ou crises repetidas sem recuperação completa da consciência entre elas — define estado de mal epiléptico, é emergência neurológica
  • Hipoglicemia não corrigida — causa reversível de convulsão recorrente
  • Febre associada — pensar em meningite/encefalite, especialmente se rigidez de nuca ou alteração de consciência persistente
  • Déficit focal pós-ictal que não resolve no tempo esperado — pensar em lesão estrutural (paralisia de Todd é diagnóstico de exclusão, não assumir sem investigar na primeira ocorrência)
  • Uso de anticonvulsivante irregular ou abandono de medicação — causa comum de recorrência, mas não dispensa avaliar outras causas se quadro atípico
  • Erro que mata: não tratar a crise persistente com benzodiazepínico por demora em "esperar passar"
  • Erro que mata: não checar glicemia capilar antes de assumir que é "só uma crise epiléptica conhecida"
  • Depressão respiratória cumulativa por doses repetidas de benzodiazepínico (especialmente após 2ª dose ou associação com outros depressores do SNC) — monitorizar via aérea, oxigenação e nível de consciência continuamente, e ter suporte ventilatório disponível ao escalonar doses

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