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Tromboembolismo pulmonar suspeito

Paciente com suspeita de TEP (dispneia súbita, dor torácica, taquicardia). Como estratificar a probabilidade e decidir entre D-dímero e angioTC, e quando considerar instável?

Red flags — sinais de gravidade

  • Hipotensão ou choque associado ao quadro respiratório — TEP de alto risco/maciço, pode exigir terapia de reperfusão (trombólise) e não apenas anticoagulação
  • Sinais de disfunção de ventrículo direito (taquicardia, hipotensão, turgência jugular, sobrecarga de VD em ecocardiograma ou angioTC, elevação de troponina/BNP) — indicam maior risco mesmo sem hipotensão franca
  • Síncope associada ao quadro — sinal de gravidade, sugere comprometimento hemodinâmico transitório significativo
  • Hipoxemia importante desproporcional ao exame pulmonar (pulmões "limpos" na ausculta com hipoxemia significativa) — padrão clássico sugestivo de TEP
  • Erro que mata: aguardar confirmação completa por imagem antes de iniciar qualquer medida em paciente com instabilidade hemodinâmica e alta suspeita — em TEP de alto risco a anticoagulação empírica (e avaliação de trombólise) não deve esperar o exame se a suspeita for muito alta e o risco de espera for maior que o risco do tratamento
  • Erro que mata: pedir D-dímero em paciente de alta probabilidade clínica e "descartar" TEP por D-dímero negativo — D-dímero negativo não exclui TEP em probabilidade alta, o caminho correto é a angioTC direta

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