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Dengue grave / síndrome do choque da dengue — sinais de alarme e classificação de risco A/B/C/D

Paciente com suspeita de dengue — quais sinais de alarme e de choque preciso pesquisar agora, em qual grupo de risco (A/B/C/D) ele se encaixa, e qual a reposição volêmica inicial enquanto aguardo exames?

Red flags — sinais de gravidade

  • Erro que mata: interpretar a queda da febre como melhora — é exatamente na defervescência (dia 3-7) que a fase crítica começa e os sinais de alarme/choque costumam surgir
  • Erro que mata: esperar hipotensão franca para reconhecer choque — no choque compensado a PA sistólica pode estar normal enquanto a diastólica sobe e a pressão de pulso se estreita (<20 mmHg); taquicardia, extremidades frias, pulso fino e enchimento capilar >2s já indicam choque
  • Dor abdominal intensa e contínua (referida ou à palpação)
  • Vômitos persistentes
  • Acúmulo de líquidos: ascite, derrame pleural, derrame pericárdico
  • Hipotensão postural e/ou lipotimia
  • Hepatomegalia >2 cm abaixo do rebordo costal
  • Sangramento de mucosa
  • Letargia e/ou irritabilidade
  • Aumento progressivo do hematócrito
  • Dengue grave (Grupo D): choque (taquicardia, extremidades frias, pulso fraco/filiforme, enchimento capilar >2s, PA convergente <20 mmHg, taquipneia, oligúria <1,5 mL/kg/h, hipotensão e cianose na fase tardia), sangramento grave (hematêmese, melena, metrorragia volumosa, sangramento de SNC) ou comprometimento grave de órgão (AST/ALT >1.000, alteração de consciência, miocardite)
  • Erro que mata: em idosos e cardiopatas, tratar a reposição volêmica como se fosse igual à do jovem hígido — esse grupo tem risco maior de sobrecarga de volume e edema pulmonar; hidratação precisa de acompanhamento minucioso (ausculta buscando crepitação)

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