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Compressão medular metastática e síndrome de veia cava superior — emergências oncológicas estruturais

Paciente oncológico com dor nas costas progressiva e fraqueza, ou com edema de face/pescoço e dispneia — como diferenciar compressão medular metastática de síndrome de veia cava superior e qual a sequência de conduta em cada uma?

Red flags — sinais de gravidade

  • Retenção urinária ou incontinência na compressão medular — sinal tardio; função motora no momento do tratamento é o que mais prediz deambulação futura
  • Perda de deambulação já instalada na compressão medular — reversibilidade cai muito mesmo com tratamento rápido depois
  • Estridor ou sinais de obstrução de via aérea superior na SVCS — tratar (radioterapia empírica ou stent) sem esperar biópsia
  • Rebaixamento de consciência por edema cerebral ou instabilidade hemodinâmica na SVCS — mesma lógica, tratar antes de confirmar histologia
  • Erro que mata: atrasar dexametasona esperando resultado de ressonância diante de suspeita clínica de compressão medular
  • Erro que mata: radioterapia empírica em SVCS sem sinais de emergência verdadeira, queimando a única chance de biópsia em tumor quimiossensível (linfoma, pequenas células, germinativo)

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