AKUT
tétanoprofilaxia antitetânicaferida de riscoSATIGHATsoro antitetânicodTdTpaesquema vacinalferimento contaminado

Tétano acidental e profilaxia antitetânica — classificar a ferida, esquema vacinal e quando entra SAT/IGHAT

Chegou um corte sujo de terra e o paciente não sabe quando tomou a última antitetânica — dou vacina, soro, os dois ou nada?

Red flags — sinais de gravidade

  • Ferida de alto risco em paciente com esquema incerto/<3 doses liberado só com vacina, sem SAT/IGHAT: perde a proteção imediata na janela em que ela importa.
  • Trismo, disfagia, rigidez ou espasmos já instalados: é tétano-doença — internar (idealmente UTI), ambiente calmo, não tratar como simples ferida.
  • Imunossuprimido/desnutrido grave/idoso com ferida de alto risco sem imunização passiva mesmo com esquema aparentemente completo: baixar o limiar para IGHAT.
  • Confiar na vacina como proteção imediata: a vacina leva dias a induzir resposta; em ferida de alto risco com esquema incerto quem protege agora é o SAT/IGHAT.
  • Esquecer o desbridamento/limpeza e apostar tudo na profilaxia farmacológica — ferida mal cuidada mantém o ambiente anaeróbio para o Clostridium.
  • Aplicar vacina e SAT/IGHAT no mesmo local: devem ir em locais diferentes; e atentar a anafilaxia com soro heterólogo.

Deixa seu e-mail pra ver o resto — checklist, conduta inicial e o que mais tiver aqui.